Modelo de Currículo para Fisioterapeuta
O currículo de Fisioterapeuta é avaliado em segundos por coordenadores de reabilitação, gestores de clínicas e RH hospitalar, que procuram primeiro pelo número do CREFITO ativo, pela área de atuação (ortopédica, respiratória, neurofuncional, esportiva) e pelo setor em que você já trabalhou. Diferente de listar "atendia pacientes", o que abre porta para a entrevista é mostrar avaliação funcional concreta, técnicas que você domina (terapia manual, cinesioterapia, ventilação mecânica) e o desfecho clínico que você gerou — ganho de amplitude de movimento, desmame de ventilador, alta funcional. Este modelo mostra exatamente como estruturar registro profissional, especialidade, técnicas e resultados em um exemplo realista que você pode adaptar à sua vaga.
Exemplo de currículo para Fisioterapeuta
Beatriz Carvalho Nogueira
Fisioterapeuta | CREFITO-3 123.456-F | Ortopédica e Traumato-Funcional
Resumo profissional
Fisioterapeuta com 6 anos de experiência em reabilitação ortopédica, traumatológica e pós-operatória, em clínica especializada e ambulatório hospitalar. Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica, com domínio de avaliação funcional (goniometria, testes especiais, escala EVA), terapia manual, cinesioterapia e reeducação de marcha. Foco em alta funcional dentro do prazo de reabilitação e em reduzir reincidência de lesões por meio de protocolos de fortalecimento e educação do paciente.
Experiência
Fisioterapeuta - Reabilitação Ortopédica
Mar 2021 - Atual
Clínica Movimento Reabilitação
- Conduzo em média 16 atendimentos individuais por dia em pós-operatório de joelho (LCA, menisco), ombro (manguito rotador) e coluna, com plano terapêutico individualizado a partir de avaliação funcional completa.
- Reduzi o tempo médio de retorno ao esporte de pacientes pós-reconstrução de LCA de 9 para 7 meses ao integrar treino proprioceptivo e fortalecimento excêntrico ao protocolo, com testes de hop validando a alta.
- Aumentei a adesão ao tratamento de 68% para 89% ao implantar reavaliações quinzenais com metas funcionais claras e exercícios domiciliares prescritos por aplicativo.
- Apliquo terapia manual (mobilização articular, liberação miofascial), cinesioterapia, eletroterapia (TENS, FES) e bandagem funcional, registrando evolução em prontuário eletrônico a cada sessão.
- Padronizei os testes especiais de avaliação de ombro e joelho da clínica, reduzindo divergência entre avaliadores e melhorando o encaminhamento ao ortopedista.
Fisioterapeuta - Ambulatório de Reabilitação
Fev 2019 - Fev 2021
Hospital Santa Helena (180 leitos)
- Atendi pacientes de ortopedia e reumatologia em ambulatório, com avaliação de amplitude de movimento (goniometria), força muscular (teste de Oxford) e dor (escala EVA) a cada admissão e alta.
- Realizei mobilização precoce e cinesioterapia em pós-operatório de artroplastia de quadril e joelho, contribuindo para alta hospitalar dentro da meta de até 4 dias no protocolo institucional.
- Conduzi grupos de fisioterapia para lombalgia crônica (Pilates terapêutico e RPG), com queda média de 3 pontos na escala EVA ao fim de 10 sessões.
- Colaborei com a equipe multiprofissional (médico, enfermagem, terapeuta ocupacional) na discussão de casos e na progressão dos planos de reabilitação.
Formação
Pós-graduação (Especialização) em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Esportiva
Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)
2020 - 2021
Bacharelado em Fisioterapia
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
2013 - 2017
Cursos: Mobilização Neural, Bandagem Funcional e Pilates Clínico
Cursos livres de aperfeiçoamento
2018 - 2022
Habilidades
Principais habilidades de Fisioterapeuta
Palavras-chave para passar no ATS
Sistemas de triagem (ATS) filtram currículos por palavras-chave. Inclua estes termos (quando forem verdade) para aumentar suas chances:
Faixa salarial
No Brasil (2026), o fisioterapeuta júnior (início de carreira, clínica ou home care) costuma ganhar entre R$ 2.200 e R$ 3.400; pleno (3 a 6 anos, com especialização) fica na faixa de R$ 3.400 a R$ 5.500; e sênior/especialista (UTI, ortopedia avançada, coordenação ou docência) geralmente entre R$ 5.500 e R$ 9.000 ou mais. UTI e fisioterapia hospitalar (com plantões e adicional de insalubridade) e atuação em home care costumam pagar acima da média da clínica ambulatorial. Valores variam por estado, porte da instituição (pública, privada ou filantrópica), regime (CLT, PJ ou autônomo) e por carga horária — muitos contratos seguem o piso e a carga de 30 horas semanais defendidos pela categoria.
Faça
- Coloque o número do CREFITO ativo com a regional logo no topo, ao lado do nome (ex.: CREFITO-3 123.456-F) — é a primeira coisa que o recrutador confere.
- Deixe explícita a sua especialidade ou área de atuação (ortopédica, respiratória, neurofuncional, esportiva, uroginecológica) em vez de dizer apenas 'fisioterapia geral'.
- Cite técnicas e recursos concretos: terapia manual, cinesioterapia, eletroterapia, ventilação mecânica, Pilates clínico, RPG, mobilização neural.
- Mostre que você avalia com instrumentos: goniometria, teste de Oxford, escala EVA, testes especiais, índice de Barthel ou Tinetti — avaliação é o que separa o profissional do técnico de exercícios.
- Quantifique desfechos clínicos: ganho de amplitude de movimento, redução da dor na EVA, tempo de alta funcional, taxa de desmame de ventilador, adesão ao tratamento.
- Liste especializações e cursos com a instituição, e indique disponibilidade para plantões, escala ou home care quando a vaga pedir.
Evite
- Não envie o currículo sem o número do CREFITO ou com registro irregular/suspenso — isso elimina a candidatura na triagem.
- Não escreva genericamente 'realizava atendimentos de fisioterapia' sem dizer a área, a técnica e o desfecho do tratamento.
- Não misture especialidades muito distintas como se dominasse todas; um currículo focado na área da vaga (ex.: respiratória para UTI) passa melhor que um 'faço de tudo'.
- Não confunda atuação privativa: prescrição do plano fisioterapêutico, alta e laudo funcional são do fisioterapeuta — não os atribua a estágio ou auxiliar.
- Não declare domínio de técnicas que você não pratica (ventilação mecânica, Bobath, ventilação não invasiva) — isso é testado na prática já nos primeiros plantões.
- Não use design carregado, colunas duplas ou ícones que quebram a leitura do ATS; prefira layout limpo em uma coluna, em PDF padrão.
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Criar meu currículo grátisPerguntas frequentes
Preciso colocar o número do CREFITO no currículo?+
Sim, e em destaque, logo abaixo ou ao lado do nome, com a regional e o tipo de registro (ex.: CREFITO-3 123.456-F). O registro ativo é exigência legal para atuar e clínicas e hospitais filtram os currículos por ele já na triagem. Se o seu registro for de uma regional diferente do estado da vaga, mencione que fará a transferência ou a inscrição secundária.
Como destaco minha especialidade se atuo em mais de uma área?+
Defina uma especialidade principal no título e no resumo (ortopédica, respiratória, neurofuncional, esportiva, uroginecológica, dermatofuncional) alinhada à vaga, e cite as demais como complementares na experiência. Para uma vaga de UTI, deixe a fisioterapia respiratória e o manejo de ventilação mecânica em primeiro plano; para uma clínica de coluna, destaque ortopedia, RPG e Pilates clínico. Foco vence dispersão.
Quais técnicas e recursos vale a pena listar no currículo?+
Liste o que você realmente domina e que a vaga busca: na ortopédica, terapia manual, cinesioterapia, eletroterapia, bandagem funcional e treino proprioceptivo; na respiratória, higiene brônquica, reexpansão pulmonar, VNI e desmame de ventilação mecânica; na neurofuncional, Bobath, Kabat (FNP) e treino de marcha. Sempre vincule a técnica a uma avaliação (goniometria, EVA, escalas) e a um objetivo funcional, não as cite soltas.
Como mostro resultado em fisioterapia, já que não 'vendo' nada?+
O resultado da fisioterapia é o ganho funcional, e ele é mensurável. Use as escalas e medidas do dia a dia: 'reduzi a dor de EVA 8 para 3 em 10 sessões', 'recuperei amplitude de flexão de joelho de 70 para 120 graus', 'taxa de desmame de ventilação mecânica de 85% na unidade', 'alta funcional de pós-operatório dentro do protocolo de 4 dias'. Esses números provam efetividade clínica e diferenciam você.
Sou recém-formado em fisioterapia. Como monto o currículo sem experiência?+
Valorize os estágios supervisionados: cite os setores em que estagiou (ortopedia, UTI, neuro, cardiorrespiratória, saúde da mulher), a carga horária e as técnicas que aplicou e os instrumentos de avaliação que usou. Inclua a graduação, o CREFITO recém-emitido, cursos de aperfeiçoamento e disponibilidade para plantões ou escala. Um resumo objetivo dizendo a área de interesse e a disposição para aprender os protocolos da instituição ajuda o recrutador a te enquadrar.
Vale a pena ter especialização ou título de especialista pelo COFFITO?+
Sim, quando relevante à vaga. A pós-graduação (especialização) na área da vaga aumenta muito as chances e costuma elevar a faixa salarial, principalmente em UTI, ortopedia e neurofuncional. O título de especialista reconhecido pelo COFFITO é um diferencial forte em concursos e instituições de referência. Destaque a especialização que conversa com a vaga antes de cursos genéricos, e mantenha os comprovantes prontos, pois a titulação é conferida.