Modelo de Currículo para Técnico de Enfermagem

No currículo de um técnico de enfermagem, a primeira coisa que o recrutador procura não é a sua experiência: é o seu COREN ativo. Sem o registro válido no Conselho Regional de Enfermagem, o currículo é descartado na triagem, por melhor que seja. Depois disso, o que diferencia candidatos é a especificidade clínica: em quais setores você atuou (UTI, pronto-socorro, centro cirúrgico, clínica médica), quais procedimentos domina (punção venosa, sondagem, curativos, administração de medicação) e que volume você sustentava (número de leitos, plantões, escala). Hospitais e operadoras usam ATS que filtram por termos como "COREN", "sinais vitais", "UTI" e "punção"; e a enfermeira responsável pela triagem lê em segundos buscando setor e procedimentos. Este modelo mostra exatamente como organizar registro profissional, setores, procedimentos e resultados para passar nos dois filtros.

Exemplo de currículo para Técnico de Enfermagem

Mariana Souza Oliveira

Técnica de Enfermagem | COREN-SP 1.234.567-TE | UTI Adulto e Pronto-Socorro

Resumo profissional

Técnica de enfermagem com 6 anos de experiência em unidades de alta complexidade, com atuação consolidada em UTI adulto e pronto-socorro. Domínio de monitorização de sinais vitais, administração segura de medicação (checagem dos 9 certos), punção venosa periférica, controle de bombas de infusão e cuidados com pacientes em ventilação mecânica. Forte alinhamento a protocolos de segurança do paciente, prevenção de infecção hospitalar (NRs e CCIH) e registro de enfermagem no prontuário eletrônico. Disponibilidade para escala 12x36.

Experiência

Técnica de Enfermagem - UTI Adulto

Fev 2022 - Atual

Hospital Santa Clara (UTI de 20 leitos)

  • Assistência a pacientes críticos em ventilação mecânica e drogas vasoativas em UTI de 20 leitos, mantendo registro horário de sinais vitais e balanço hídrico no prontuário eletrônico (MV/Tasy).
  • Administração de medicação endovenosa em bomba de infusão seguindo os 9 certos, com índice zero de erros de medicação notificados nos últimos 18 meses em auditoria interna.
  • Realização de punção venosa periférica, coleta de gasometria arterial sob supervisão e cuidados com cateter venoso central, contribuindo para a queda da taxa de infecção de corrente sanguínea (ICS) da unidade.
  • Participação ativa nos bundles de prevenção de PAV e ICSAVC da CCIH, reforçando cabeceira a 30-45°, higiene oral com clorexidina e troca de curativo de CVC conforme protocolo.
  • Atuação em escala 12x36 com passagem de plantão estruturada (SBAR), reduzindo intercorrências por falha de comunicação entre turnos.

Técnica de Enfermagem - Pronto-Socorro

Mar 2020 - Jan 2022

Pronto Atendimento Vida Plena

  • Acolhimento e classificação de risco (Protocolo de Manchester) de cerca de 80 pacientes por plantão, aferindo sinais vitais e priorizando atendimentos por gravidade.
  • Preparo e administração de medicação por via oral, IM, SC e EV em sala de emergência, incluindo suporte em paradas cardiorrespiratórias e auxílio no carrinho de emergência.
  • Execução de procedimentos técnicos: sondagem vesical de demora, sondagem nasogástrica, curativos, eletrocardiograma (ECG) e nebulização.
  • Controle e checagem diária de validade e lacre do carrinho de emergência e de medicamentos de alta vigilância (insulina, eletrólitos, opioides), garantindo conformidade em auditorias.
  • Orientação de alta a pacientes e familiares sobre medicação domiciliar e retorno, reduzindo reincidências por uso incorreto de prescrição.

Formação

Curso Técnico em Enfermagem

Escola Técnica Estadual (ETEC) - registro COREN-SP

2018 - 2019

Atualização em Urgência e Emergência + Suporte Básico de Vida (BLS)

Centro de Educação em Enfermagem

2023

Habilidades

Aferição e monitorização de sinais vitaisAdministração de medicação (oral, IM, SC, EV) e 9 certosPunção venosa periférica e cuidados com CVCBombas de infusão e controle de gotejamentoSondagem vesical e nasogástricaCurativos e prevenção de lesão por pressãoSuporte em ventilação mecânica (UTI)Classificação de risco (Protocolo de Manchester)BLS / suporte em PCR e carrinho de emergênciaProntuário eletrônico (MV, Tasy) e registro de enfermagemProtocolos de segurança do paciente e CCIHEscala 12x36 e passagem de plantão (SBAR)

Principais habilidades de Técnico de Enfermagem

Aferição de sinais vitais (PA, FC, FR, SpO2, temperatura, dor)Administração de medicação por via oral, IM, SC, EV e inalatóriaVerificação dos certos da medicação (paciente, droga, dose, via, hora, registro)Punção venosa periférica e manuseio de acesso venoso centralOperação de bombas de infusão e cálculo de gotejamentoSondagem vesical de demora e de alívio e sondagem nasogástrica/nasoenteralCurativos, prevenção e tratamento de lesão por pressãoColeta de exames (sangue, urina, swab) e realização de ECG e glicemia capilarSuporte a pacientes em ventilação mecânica e drogas vasoativas (UTI)Classificação de risco e acolhimento em pronto-socorro (Protocolo de Manchester)Suporte Básico de Vida (BLS) e atuação em parada cardiorrespiratóriaPrevenção de infecção hospitalar e adesão a protocolos da CCIHRegistro de enfermagem em prontuário (físico e eletrônico: MV, Tasy, Pixeon)Segurança do paciente: identificação, prevenção de quedas e de erro de medicação

Palavras-chave para passar no ATS

Sistemas de triagem (ATS) filtram currículos por palavras-chave. Inclua estes termos (quando forem verdade) para aumentar suas chances:

Técnico de EnfermagemCORENSinais vitaisAdministração de medicaçãoPunção venosaUTIPronto-socorroCentro cirúrgicoSondagem vesicalSondagem nasogástricaCurativosBomba de infusãoVentilação mecânicaClassificação de riscoProtocolo de ManchesterSuporte Básico de Vida (BLS)Segurança do pacienteCCIHProntuário eletrônicoEscala 12x36Glicemia capilarEletrocardiograma (ECG)

Faixa salarial

O piso salarial nacional do técnico de enfermagem é de R$ 3.325 (Lei 14.434/2022), válido para os setores público e privado, mas que segue sem reajuste automático desde 2022. Na prática de mercado em 2026, a remuneração varia bastante: início de carreira (júnior, recém-formado) costuma ficar entre R$ 2.200 e R$ 3.300 em clínicas e atenção básica; pleno (com experiência em setores fechados) entre R$ 3.300 e R$ 4.500; e sênior/especializado (UTI, centro cirúrgico, hemodiálise, com adicionais) pode passar de R$ 4.500, podendo chegar a R$ 5.500 ou mais. Os valores variam por região (capitais e Sul/Sudeste pagam mais), por adicionais legais (insalubridade, periculosidade e noturno), por setor (UTI, CC e emergência tendem a pagar mais que enfermaria) e por tipo de vínculo (hospital privado, público concursado, home care ou cooperativa).

Faça

  • Coloque o número do COREN com o estado e a categoria (ex.: COREN-SP 1.234.567-TE) logo no cabeçalho, junto ao nome e ao contato — é o primeiro item verificado.
  • Especifique os setores em que atuou (UTI, pronto-socorro, centro cirúrgico, clínica médica, oncologia) e o porte da unidade (número de leitos), porque cada setor exige competências distintas.
  • Liste os procedimentos técnicos que você executa de fato: punção venosa, sondagem, curativos, administração de medicação, ECG, glicemia capilar, controle de bomba de infusão.
  • Quantifique o que der: leitos sob cuidado, pacientes por plantão, índice zero de erro de medicação, adesão a bundles da CCIH, redução de intercorrências.
  • Cite os protocolos e sistemas que domina (Protocolo de Manchester, 9 certos, SBAR, prontuário MV/Tasy, bundles de PAV e ICS) — são palavras-chave fortes de ATS hospitalar.
  • Inclua cursos e certificações vigentes (BLS, ACLS, urgência e emergência, hemodiálise, UTI) e a disponibilidade de escala (12x36, plantões, noturno).

Evite

  • Não omita ou deixe vago o número do COREN — registro inativo ou ausente reprova o currículo automaticamente na triagem.
  • Não descreva funções genéricas como 'auxiliei a equipe de enfermagem' sem dizer o setor, os procedimentos e a complexidade dos pacientes.
  • Não confunda atribuições de auxiliar, técnico e enfermeiro; deixe claro o que é da sua competência legal para não passar impressão de exagero ou de exercício irregular.
  • Não use um único currículo para vagas muito diferentes: o perfil de UTI não é o mesmo de atenção básica, home care ou centro cirúrgico — adapte os setores e procedimentos em destaque.
  • Não invente domínio de procedimentos de alta complexidade que você nunca executou; isso é checado no teste prático e na entrevista técnica com a enfermeira.
  • Não use layout poluído, fotos desnecessárias, colunas complexas ou ícones que travem o ATS; prefira uma coluna limpa e legível, com seções claras.

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Perguntas frequentes

Preciso colocar o número do COREN no currículo de técnico de enfermagem?+

Sim, e logo no topo. O registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (COREN) é exigência legal para exercer a profissão, e a maioria dos hospitais e operadoras filtra os currículos por esse dado já na triagem automatizada. Escreva no formato COREN-[UF] [número]-TE (a sigla TE indica Técnico de Enfermagem), por exemplo: COREN-SP 1.234.567-TE. Mantenha o registro com anuidade em dia, porque um COREN inativo invalida a candidatura.

Como destacar experiência em setores como UTI e pronto-socorro?+

Crie uma linha de experiência por setor, deixando claro o nome do setor, o porte da unidade (número de leitos) e a complexidade dos pacientes. Em UTI, cite ventilação mecânica, drogas vasoativas, monitorização contínua e bundles da CCIH. Em pronto-socorro, cite classificação de risco (Protocolo de Manchester), sala de emergência, atendimento a PCR e volume de pacientes por plantão. Esses termos são exatamente o que a enfermeira responsável procura e o que o ATS hospitalar indexa.

Que procedimentos técnicos devo listar no currículo?+

Liste apenas os que você executa de fato e que são da competência do técnico: aferição de sinais vitais, administração de medicação (oral, IM, SC, EV e inalatória), punção venosa periférica, cuidados com cateter venoso central, sondagem vesical e nasogástrica, curativos, coleta de exames, glicemia capilar, ECG, nebulização e controle de bombas de infusão. Agrupe-os numa seção de habilidades técnicas para facilitar a leitura rápida e a captura pelo ATS.

Como mostrar que sei administrar medicação com segurança?+

Cite explicitamente os protocolos de segurança do paciente que você segue, como a checagem dos certos da medicação (paciente certo, medicamento, dose, via, horário, registro e validade), a dupla checagem de medicamentos de alta vigilância (insulina, eletrólitos concentrados, opioides) e o uso correto de bomba de infusão e cálculo de gotejamento. Se tiver um indicador, use-o: por exemplo, 'índice zero de erros de medicação notificados em auditoria interna'. Isso transmite responsabilidade e reduz o risco percebido pela contratação.

Qual a diferença entre o currículo de auxiliar e de técnico de enfermagem?+

O técnico tem formação e competência legal para procedimentos de maior complexidade do que o auxiliar, como punção venosa, administração de medicação endovenosa, sondagens e atuação em setores fechados (UTI, CC). No currículo, isso deve aparecer no destaque dos procedimentos e dos setores: enquanto o auxiliar enfatiza cuidados básicos e higiene, o técnico enfatiza procedimentos invasivos, suporte a pacientes críticos e operação de equipamentos. Deixar isso claro evita subaproveitamento ou expectativas equivocadas na seleção.

Vale a pena incluir certificações como BLS e cursos de UTI?+

Sim. Certificações de Suporte Básico de Vida (BLS), urgência e emergência, UTI, hemodiálise e atualização em segurança do paciente diferenciam o candidato e funcionam como palavras-chave para vagas de alta complexidade. Coloque o nome do curso, a instituição e o ano, e priorize as certificações ainda válidas. Para vagas de UTI e PS, um BLS atualizado costuma ser um critério prático de desempate.

Modelos para outras profissões

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