Modelo de Currículo para Técnico de Segurança do Trabalho

O currículo de técnico de segurança do trabalho é avaliado por dois públicos: o RH, que filtra pelo registro no Ministério do Trabalho e pelas normas dominadas, e o gestor de SESMT, que quer ver indicadores — taxa de frequência, taxa de gravidade, número de acidentes com afastamento. Currículos que listam apenas as NRs sem nenhum resultado perdem para os que mostram redução de acidente e programas implantados. Este modelo mostra como equilibrar as duas exigências, quais documentos e programas citar e como demonstrar atuação prática em campo, e não apenas domínio teórico de norma.

Exemplo de currículo para Técnico de Segurança do Trabalho

Patrícia Mendes Carvalho

Técnica de Segurança do Trabalho | PGR, PCMSO e CIPA | Indústria e Construção Civil

Resumo profissional

Técnica de segurança do trabalho com 7 anos de atuação em indústria de transformação e obras civis, responsável por PGR, integração, treinamentos de NR, gestão de EPI e investigação de acidentes. Histórico de redução da taxa de frequência de acidentes e de condução de CIPA e SIPAT. Registro no Ministério do Trabalho ativo.

Experiência

Técnica de Segurança do Trabalho

Jul 2021 - Atual

Indústria Metalúrgica Campos & Cia (420 colaboradores)

  • Reduzi a taxa de frequência de acidentes com afastamento de 12,4 para 4,8 em dois anos, com plano de ação baseado em análise de causa-raiz
  • Elaboro e mantenho o PGR e o inventário de riscos da unidade, com atualização das medidas de controle por setor
  • Conduzo treinamentos de NR-06, NR-10, NR-11, NR-12, NR-33 e NR-35, com média de 900 horas-homem de treinamento por ano
  • Realizo inspeções de segurança semanais em 6 setores produtivos, com registro de não conformidades e acompanhamento de prazo de correção
  • Coordeno a CIPA e organizo a SIPAT anual, com participação superior a 85% dos colaboradores
  • Investigo acidentes e incidentes, emitindo relatório de análise de causa e acompanhando a emissão de CAT junto ao RH
  • Gerencio a matriz de EPI por função, com controle de entrega, troca e ficha de registro assinada

Técnico de Segurança do Trabalho

Mar 2019 - Jun 2021

Construtora Ipê Obras e Infraestrutura

  • Atuei em canteiro de obras com até 180 trabalhadores, respondendo pelo cumprimento da NR-18 e NR-35
  • Realizei a integração de segurança de todos os novos trabalhadores e das empresas terceirizadas
  • Acompanhei liberação de trabalho em altura, espaço confinado e serviços a quente, com emissão de permissão de trabalho
  • Conduzi DDS diários e inspeções de andaimes, plataformas, guarda-corpos e instalações elétricas provisórias
  • Apoiei a documentação para auditorias de cliente e fiscalizações, sem autuação no período

Formação

Técnico em Segurança do Trabalho — registro ativo no Ministério do Trabalho

SENAC

2017 - 2018

Formação de Auditor Interno em Sistema de Gestão de SST

Curso livre

2023

Ensino Médio Completo

EE Monteiro Lobato

Concluído em 2015

Habilidades

PGR e inventário de riscosPCMSO (interface com medicina do trabalho)Treinamentos de NR e integraçãoInvestigação de acidentes e análise de causaCIPA e SIPATGestão de EPI e matriz por funçãoPermissão de trabalho (altura, quente, confinado)Indicadores de SST (taxa de frequência e gravidade)

Principais habilidades de Técnico de Segurança do Trabalho

Elaboração e gestão do PGR e inventário de riscosInterface com PCMSO e medicina do trabalhoTreinamentos das normas regulamentadoras e integraçãoInvestigação de acidentes e análise de causa-raizCoordenação de CIPA e organização da SIPATGestão de EPI: matriz por função, entrega e ficha de controleEmissão e controle de permissão de trabalhoInspeções de segurança e acompanhamento de não conformidadesIndicadores de SST (taxa de frequência, gravidade, quase acidentes)Atendimento a fiscalização e auditoria de cliente

Palavras-chave para passar no ATS

Sistemas de triagem (ATS) filtram currículos por palavras-chave. Inclua estes termos (quando forem verdade) para aumentar suas chances:

Técnico de Segurança do TrabalhoSESMTPGRPCMSOGROCIPASIPATCATNR-06NR-10NR-12NR-18NR-33NR-35Investigação de AcidentesAnálise de RiscoPermissão de TrabalhoGestão de EPITaxa de FrequênciaInspeção de Segurança

Faixa salarial

No Brasil (2026), o técnico de segurança do trabalho costuma receber entre R$ 2.800 e R$ 5.500, com valores mais altos em indústrias de grande porte, obras de infraestrutura, setor químico, petroquímico e de energia. Atuação em canteiro de obras com muitos trabalhadores, domínio de normas de alto risco (NR-10, NR-33, NR-35) e experiência com sistema de gestão certificado tendem a puxar a remuneração para o topo da faixa. O registro ativo no Ministério do Trabalho é requisito para o exercício da profissão.

Faça

  • Coloque o registro no Ministério do Trabalho em destaque, logo abaixo do contato.
  • Informe o porte da operação: número de colaboradores, número de setores, tamanho do canteiro.
  • Traga indicadores: taxa de frequência, taxa de gravidade, acidentes com afastamento, horas de treinamento.
  • Liste os programas e documentos que você elabora ou mantém: PGR, inventário de riscos, ordens de serviço, PPRA legado.
  • Especifique as NRs em que você ministra treinamento — não apenas as que conhece.
  • Mencione experiência com fiscalização, auditoria de cliente e sistema de gestão, se houver.

Evite

  • Não liste apenas as normas regulamentadoras como se fossem habilidades — mostre o que você faz com elas.
  • Não omita indicadores: sem números, o currículo parece teórico.
  • Não descreva atividades genéricas como 'zelei pela segurança dos colaboradores'.
  • Não misture indústria e obra sem diferenciar: as exigências e as normas aplicáveis são distintas.
  • Não deixe de citar o registro profissional ativo — é requisito legal e o RH confere.
  • Não esconda o número de acidentes ocorridos: o valor está em mostrar como você reduziu.

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Perguntas frequentes

O que o técnico de segurança do trabalho faz na prática?+

Atua na identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais de uma organização. Na rotina, isso envolve elaborar e manter o programa de gerenciamento de riscos, realizar inspeções de segurança, ministrar treinamentos das normas regulamentadoras, conduzir a integração de novos colaboradores e de terceiros, gerenciar a matriz e a entrega de EPI, investigar acidentes e incidentes com análise de causa, acompanhar a emissão de CAT, coordenar a CIPA e organizar a SIPAT. Em obras, soma-se a emissão e o controle de permissões de trabalho para altura, espaço confinado e serviços a quente. O desempenho costuma ser medido por indicadores como taxa de frequência e taxa de gravidade de acidentes.

Preciso de registro para trabalhar como técnico de segurança do trabalho?+

Sim. O exercício da profissão exige formação técnica específica e registro profissional junto ao Ministério do Trabalho, e as empresas verificam esse documento antes da contratação. Por isso, coloque o registro em destaque no currículo, logo abaixo dos dados de contato, e mantenha-o ativo. Sem ele, o candidato não passa da triagem, mesmo com experiência prática. Além do registro, é comum que as vagas peçam os treinamentos das normas com as quais o profissional vai atuar e, em setores de risco elevado, formações complementares como brigada de incêndio, primeiros socorros e auditoria de sistema de gestão.

Quais indicadores colocar no currículo de segurança do trabalho?+

Os mais reconhecidos são a taxa de frequência (acidentes por milhão de horas trabalhadas) e a taxa de gravidade (dias perdidos por milhão de horas), porque permitem comparação entre operações. Some a eles o número de acidentes com e sem afastamento, a variação ano a ano, horas-homem de treinamento realizadas, número de inspeções e percentual de não conformidades tratadas no prazo, e taxa de participação em CIPA e SIPAT. Um bullet forte é: 'Reduzi a taxa de frequência de acidentes com afastamento de 12,4 para 4,8 em dois anos com plano de ação baseado em análise de causa-raiz.' Esse tipo de dado diferencia imediatamente o currículo.

Como destacar as NRs no currículo?+

Separe o que você conhece do que você efetivamente ministra ou aplica. Crie uma seção com as normas em que você conduz treinamento, indicando a carga horária média e o público, e outra com as normas em que atua na aplicação e fiscalização em campo. Isso é bem mais informativo do que uma lista solta de números. Destaque as de maior peso conforme o setor da vaga: NR-10 e NR-33 para indústria e energia, NR-18 e NR-35 para construção civil, NR-12 para operações com máquinas, NR-13 e NR-20 para processos com caldeira e inflamáveis. Um técnico que ministra NR-10 e NR-33 costuma ter acesso a faixas salariais mais altas.

Qual a diferença entre atuar em indústria e em obra?+

Em indústria, a rotina é mais estável e centrada em gestão de programa, treinamento periódico, inspeções por setor, ergonomia, gestão de EPI e indicadores de médio prazo. Em obra, o ambiente muda a cada etapa e a atuação é mais dinâmica: NR-18 é o eixo central, há forte controle de terceiros, emissão diária de permissões de trabalho, inspeção de andaimes, plataformas e instalações provisórias, e integração constante de novos trabalhadores. As duas experiências são valorizadas, mas exigem vocabulário diferente no currículo. Se você atuou nas duas, separe as experiências e descreva cada uma com os termos próprios do ambiente — isso amplia bastante o número de vagas em que você aparece.

Como conseguir a primeira vaga de técnico de segurança do trabalho?+

Priorize três frentes. Primeira: conclua o registro profissional e destaque-o no topo do currículo, junto com os treinamentos complementares que você já tem (brigada de incêndio, primeiros socorros, formação em NRs específicas). Segunda: transforme o estágio ou as atividades práticas do curso técnico em experiência descrita — inspeções realizadas, treinamentos aplicados, documentos elaborados, com o porte da operação. Terceira: mire setores com maior demanda e maior rotatividade de canteiro, como construção civil e prestadoras de serviço industrial, que costumam ser mais abertas a profissionais em início de carreira. Se você já trabalha em uma indústria em outra função, a transição interna costuma ser o caminho mais rápido.

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